Tratamento ofertado na PB possibilita casais com HIV terem filhos sem o vírus

Written by on 4 de janeiro de 2019

Tratamento ofertado na PB possibilita casais com HIV terem filhos sem o vírus

Adriano e Marta (nomes fictícios) são casados. Ele tem HIV. Ela não tem. Mas juntos, desejavam um filho biológico. Semana passada conseguiram engravidar, com praticamente zero chances de transmissão do vírus tanto para ela quanto para o bebê que virá, graças ao tratamento Beto Pessoa via Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que na Paraíba está sendo ofertado há quatro meses via Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Complexo de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa.

A PrEP é a combinação de dois medicamentos: tenofovir + entricitabina, que juntos bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo. Tomando diariamente, a medicação pode impedir em mais de 90% dos casos que o HIV se estabeleça e se espalhe no corpo, possibilitando que quem o tome tenha relações sexuais sem uso do preservativo. Uma rotina sexual ou reprodutiva sem grandes limitações, graças à tecnologia farmacêutica.

A diretora do Clementino Fraga, Thaís Matos, disse que foi o primeiro caso de gravidez de pessoas em uso da PrEP na Paraíba, um avanço quando se pensa em relações sexuais de pessoas sorodiscordantes. “É um planejamento. Comemoramos no hospital esta semana esta gravidez, porque ela atinge uma das metas da PrEP, que é a possibilidade de engravidar num casal sorodiscordante. Ele tem HIV, com uma carga viral indetectável; ela não tem HIV e está tomando a PrEP”, disse.

No total, 69 pessoas fazem uso da PrEP na Paraíba, segundo dados do Clementino Fraga. Destas, 47 são pessoas com parceiro sorodiscordante (sendo 30 delas pessoas heterossexuais e 17 homossexuais); 20 são homens que têm relações sexuais com homens; 6 são profissionais do sexo; e 1 pessoa trans. Na Paraíba, a PrEP só é ofertada no Complexo de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa, com 69 usuários ativos. A partir do próximo ano, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é que o medicamento também esteja disponível em Campina Grande e Patos, Sertão paraibano, no Serviço de Atenção Especializada (SAE).

Fonte: PBAgora


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