Liderando as pesquisas e tendo a menor rejeição, Lula busca assegurar candidatura junto ao STF

Written by on 7 de março de 2018

Liderando as pesquisas e tendo a menor rejeição, Lula busca assegurar candidatura junto ao STF

A avaliação positiva do governo do presidente Michel Temer oscilou de 3,4 % dos entrevistados, em setembro do ano passado, para 4,3% em março, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã de ontem (6). Já os que avaliam a gestão como negativa somam 73,3%, contra 75,6% anteriormente registrados. Para 20,3%, a avaliação é regular e 2,1% não souberam opinar.

A pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã de ontem (6), que ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades da Federação, das cinco regiões do país. Aonde detém de uma margem máxima de erro é de 2,2 pontos percentuais. Apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantendo liderança na corrida eleitoral de outubro.

O líder petista tem 33,4% das intenções de voto em um dos cenários estimulados para primeiro turno. Na sequência, aparecem o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 16,8% das intenções de voto, e Marina Silva, com 7,8%. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, o que significa que, se outro levantamento fosse feito nas mesmas condições, a chance de o resultado se repetir, dentro da margem de erro, seria de 95%.

Rejeição dos candidatos

A pesquisa CNT/MDA fez um levantamento também da rejeição entre os pré-candidatos testados. Só Lula e Ciro ficaram abaixo dos 50%. Temer é o mais rejeitado. Seguem os números:

Ciro – 47,8%

Alckmin – 50,7%

Bolsonaro – 50,4%

Lula – 46,7%

Marina – 53,9%

Temer – 88%

Rodrigo Maia – 55,8%

STJ –  Com mais uma derrota na Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega na parte mais crítica do processo que enfrenta na Lava-Jato. Na tarde de ontem, a 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu rejeitar, por unanimidade, um habeas corpus apresentado pela defesa do petista. Na sessão, cinco ministros analisaram um pedido da defesa para que Lula responda em liberdade até que o processo relacionado ao tríplex do Guarujá (SP) seja totalmente encerrado. Com o pedido negado, a liberdade do ex-presidente depende apenas da análise de um último recurso, que não muda a pena.

Primeiro a votar na sessão de ontem, o relator do caso, ministro Felix Fischer, destacou que a prisão após segunda instância não viola o princípio constitucional da presunção de inocência. “O STF já firmou jurisprudência de que a execução provisória da pena é possível, assim que exauridos os recursos em segunda instância. Os tribunais superiores também têm utilizado esse entendimento, pois não é uma decisão arbitrária”, destacou. Fischer lembrou que, após julgamento em segunda instância, o STJ não avalia mais “fatos e provas”.

Nomeado pelo próprio ex-presidente Lula ao STJ, o ministro Jorge Mussi destacou que não vê risco imediato de prisão, pois ainda tramita no TRF-4 o recurso de embargos de declaração, apresentado pelos advogados do ex-presidente. “Não vejo risco imediato de prisão, tendo em vista que ainda existem recursos em segunda instância e o assunto ainda não foi esgotado nem mesmo na Corte anterior”, afirmou.

A defesa do petista apresentou, no STF, outro habeas corpus para evitar a prisão após conclusão do caso em segunda instância. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, negou liminarmente o pedido, mas remeteu o caso para o plenário.

Próximos passos

» O Tribunal Regional Federal da 4ª Região precisa analisar os embargos de declaração, que foram interpostos pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

» Após a análise dos embargos, será possível dar início ao cumprimento da pena. Para que isso aconteça, o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, deve expedir um mandado de prisão

» Um habeas corpus está na fila para ser avaliado pelos 11 ministros do STF. Não tem prazo para que isso ocorra

» Os advogados de Lula informaram que vão ingressar com recurso especial, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mesma Corte que negou o habeas corpus

 

 

Com PBAgora


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