Apenas dois Estados proíbem presença de público em cultos e missas durante pandemia

Written by on 12 de abril de 2021

São Paulo e Minas Gerais são os únicos Estados das 27 federações que proíbem a presença de público em celebrações religiosas, como cultos e missas, durante a pandemia. Os dois governadores se apoiaram no entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu, na semana passada, que Estados e municípios podem determinar o veto de público a atividades religiosas como medida de combate à crise sanitária.

Até este domingo, o Ceará também restringia as celebrações com presença de fiéis, mas no sábado (10) o governador Camilo Santana (PT) usou as redes sociais para dizer que haverá abertura gradual de setores e as igrejas estão autorizadas para atividades presenciais com 10% da capacidade a partir desta segunda-feira (12). 

O Estado do nordeste se une às outras 24 federações que permitem eventos com público, respeitando protocolos de prevenção ao contágio por covid-19.

É o caso do Tocantins, onde a gestão estadual autorizou o funcionamento das igrejas com limitação de 30% da capacidade do espaço, respeitando os protocolos sanitários.

Em Pernambuco, as regras são até mais duras, mas se permite a presença de pessoas em celebrações das 5h às 20h, durante a semana, e das 5h às 17h, aos fins de semana, também com limitação de 30% da capacidade ou, no máximo, 100 pessoas presentes.

No Pará, a capital Belém, por exemplo, permite que igrejas e templos funcionem com 50% da capacidade máxima e medidas de prevenção: máscaras, disponibilização de álcool gel e distanciamento. Situação semelhante ocorre em Alagoas, onde a capital Maceió autoriza as atividades religiosas, com limitação de 30% da capacidade.

No caso de São Paulo, João Doria (PSDB) surpreendeu ao rever regras da fase vermelha, que volta a determinar a rotina dos paulistas nesta segunda-feira (12). Antes permitida em decreto assinado pelo próprio governador, agora a presença de público em celebrações religiosas está proibida nesta etapa do Plano São Paulo.

A decisão chocou parlamentares, religiosos e até representante da comunidade médica, uma vez que outras atividades, como o futebol, que reúnem centenas de pessoas mesmo sem a presença de torcedores, foram liberadas pelo tucano.

“Lamentável isso que está acontecendo no estado de São Paulo. Permitir que o futebol retorne, que tem pelo menos mil pessoas, envolvendo jogadores, comissão técnica, jornalistas, seguranças, etc. Mas a igreja, com 25% da capacidade e seguindo todos os protocolos, não pode”, disse o deputado estadual Carlos Cezar (PSB), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica da Alesp.

Para o deputado estadual Major Mecca (PSL), a decisão de Doria é apenas política, porque é possível manter protocolos sanitários nas celebrações. “As casas religiosas são ambientes controlados, onde há oportunidade de limitar o número de pessoas presentes, aferição de temperatura, uso de máscara e asepsia das mãos”, disse.

Também deputado estadual, Wellington Moura (Republicanos) postou em rede social que falta diálogo entre governo e deputados. “A economia continua enfraquecida, devido aos comércios fechados, o desemprego só aumenta e o desespero das pessoas ultrapassa o limite, e é aí que se torna essencial o papel da igreja em dar o suporte espiritual”, escreveu.

Presidente da Unigrejas (União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos), o bispo Eduardo Bravo lamentou a postura do governo paulista. “É inaceitável o que estão fazendo. Estão colocando as igrejas no meio de um jogo de interesses políticos”, disse.

Para a médica Julia Barbi Melim Marques, não há risco em receber o público nas igrejas, desde que observados os protocolos sanitários, com menor número de pessoas, distanciamento e sem aglomerações. “Ir à igreja tem muito impacto na saúde emocional e no enfrentamento da pandemia”, avalia.

 

Fonte: R7


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