Aluna de escola pública de Pombal faz 980 pontos na redação do Enem 2018

Written by on 19 de janeiro de 2019

Maria Eduarda Ferreira tem 17 anos, mas há três anos decidiu focar na prova que seria a decisiva da sua vida. Aluna da Escola Estadual Arruda Câmara, na cidade de Pombal, Sertão paraibano, Eduarda conseguiu, no Enem 2018, somar 980 pontos na redação. Ficou muito surpresa porque, apesar de já ter discutido sobre tecnologia em outras redações, nunca havia escrito sobre um tema tão específico. “Faço [cursinho de] redação desde o 1º ano, três anos focada. Um conjunto de esforço e ótimo ensino”, declarou a adolescente.

Para a estudante, uma receita simples foi fundamental para atingir a pontuação que precisava. Além do cursinho que fazia em horário extraclasse, atribui a sua nota não apenas à sua dedicação e aos estudos, mas também aos professores capacitados que passaram por sua trajetória.

“O ensino era bom. Os professores eram muito capacitados. Mas eu achei importante para dar um reforço no que eu já via na escola. E também porque nem sempre dá para ver todo conteúdo numa escola pública”, explicou Maria Eduarda, sobre a escolha de ter aulas particulares além das que assistia na escola estadual.

O tempo de estudo é, para Eduarda, uma das principais causas que levam ao bom desempenho. Na Escola Estadual Arruda Câmara, ela estudava pela manhã. Quando chegava em casa, logo após a aula, estudava até as 17h e, às 18h30, começava a aula no cursinho. Uma rotina corrida, mas focada nos estudos. Fazia uma redação por semana. Se somado aos três anos de estudo que Eduarda já se dedicou, foram 36 redações para chegar aos 980.

É verdade que ela não é uma novata na prova do Enem. Esse é o quarto ano que a adolescente faz o exame e, certamente, a preparação foi determinante para conhecer bem o que iria encontrar na redação. “Na média, a nota foi boa, principalmente em linguagens”, conta.

O tema da redação é quase unanimidade. “Achei muito difícil. Na hora fiquei sem ideia, depois que li os textos foi melhorando”, opinou Maria Eduarda. “Eu me baseei nos textos que já tinham na prova e no conhecimento que eu adquiri ao longo dos anos de cursinho”, explica. Ela ainda acrescenta que a professora de redação foi “muito importante” para que ela pudesse atingir a pontuação.

Fonte: G1 PB


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