Justiça condena Arquidiocese a pagar R$ 12 milhões por exploração sexual

Written by on 21 de janeiro de 2019

A Justiça do Trabalho condenou a Arquidiocese da Paraíba a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra menores de idade praticados por padres e até o arcebispo emérito do Estado, Dom Pagotto, é apontado como um dos envolvidos no escândalo.

O caso foi repercutido na noite deste domingo (20), no Fantástico, da Rede Globo, que ouviu testemunhas do caso, entre ex-seminarista que conta ter sido abusado aos 17 anos de idade, uma senhora, que denunciou o caso, e o procurador do trabalho, Eduardo Varandas

Varandas explicou que o MPT apurou denúncias que havia inserido dentro da sistemática católica um grupo de sacerdotes de forma habitual que pagavam por sexo a flanelinhas, a coroinhas e também a seminaristas.

Para Varandas, o processo está em segredo de justiça, ele está impedido de revelar alguns elementos concretos e o que ocorreu na instrução do processo, mas explicou que a característica da exploração sexual praticada pelos padres.

“Nesse caso, o pagamento às vítimas podia ser feito em dinheiro ou até em comida”, enfatizou.

Uma vítima afirmou que havia relações sexuais e que se envolveu com três padres, que já estariam afastados de suas funções.  Segundo o jovem, os abusos também aconteciam através de palavras e toques em suas partes íntimas.

Entre as testemunhas do caso, o Fantástico também ouviu um empresário, dono de um restaurante, católico, que também denunciou os casos após desabafos das vítimas.

“O primeiro falou comigo chorando, contou que tinha decidido sair da igreja porque um dia tava na casa paroquial e o padre Jaelson pediu que o menino passasse óleo nele durante o banho. O garoto tinha entre 14 e 15 anos. O outro coroinha que veio falar comigo disse que teve um relacionamento com o padre dos 14 até os 21 anos”, disse em depoimento.

Um funcionário da Catedral, que trabalhou lá por mais de 30 anos, já tinha flagrado um padre tendo relações sexuais com um menor dentro de igreja e da entrada de meninos para dormir com padres em um quarto atrás da catedral.

“Os meninos iam embora de manhã cedo. Ele pagava lanches para os meninos e também dava roupas  para eles como um agrado”, afirmou.

No caso de Dom Aldo Pagotto, Segundo o Ministério Público, ele teria agido para acobertar os crimes dos sacerdotes e também de ter tido relações sexuais com jovens da Capital paraibana.

 

Fonte: MaisPB 


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